sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

10 falhas de computadores que deram grandes prejuízos...


    Não é de hoje que os computadores estão presentes nas mais diversas áreas da sociedade, não é? E esses aparelhos automatizaram vários processos de trabalho, criando lucro, condições mais favoráveis para trabalhadores, entre outras vantagens. Mas é claro que essas máquinas podem apresentar erros, principalmente por conta de manuseio descuidado ou um projeto defeituoso.
Dessa maneira, não é surpreendente quando um computador falha (independente se é uma questão de hardware ou de software) e um serviço importante acaba tendo problemas sérios por conta disso. Pensando nisso, o pessoal do canal Alltime10s do YouTube preparou uma lista com 10 bugs gigantescos e que causaram um prejuízo estrondoso para empresas em todo o mundo ou uma confusão irritante para diversos cidadão.
No vídeo acima e na explicação abaixo, você vai poder conferir blackouts que atingiram grandes proporções e até um problema que fez com que o Google fosse considerado um malware, além de outros casos tão interessantes quanto. Está curioso? Então, continue lendo este artigo!

10. Mais sério do que parece...

Bugs: 10 falhas de computadores que causaram muito prejuízo e confusão (Fonte da imagem: Reprodução/NYTimes)
Por conta da falha de um sistema de alarme, em 2003 os Estados Unidos enfrentaram o seu maior apagão, conhecido como “The Great Northeast Blackout”. Neste incidente, todo o nordeste do país ficou sem energia, lançando cerca de 50 milhões de pessoas no escuro, o que resultou em 11 mortes e um prejuízo de US$ 6 bilhões (R$ 13,8 bilhões) ao governo.

9. Carros, muitos carros

Em 2011, por conta de um defeito de programação no sistema dos seus veículos, a Honda foi obrigada a realizar o recall de 2,5 milhões de automóveis. O problema é que o airbag era ativado com muita força e pela peça errada, o que poderia machucar os motoristas no lugar de protegê-los — e é claro que uma operação dessas custou milhões de dólares para a empresa.

8. Pareceu malware, mas não era

Bugs: 10 falhas de computadores que causaram muito prejuízo e confusão
Acidentalmente, em 2009, um programador da Google adicionou uma barra invertida em todas as URLs da gigante de Mountain View que eram direcionadas para o buscador da empresa. Dessa maneira, o site foi sinalizado como malware no mundo todo por cerca de uma hora, gerando um prejuízo total de quase US$ 3 milhões (quase R$ 7 milhões).

7. Trânsito (bem) ruim

Por conta de um problema com um de seus computadores, a justiça da Califórnia acabou convocando 1,2 mil pessoas para trabalharem como júri no mesmo dia e no mesmo horário. Dessa maneira, no dia em questão de 2012, houve um engarrafamento enorme em uma das estradas interestaduais que iam para o estado estadunidense. Pense no nervosismo dos motoristas...

6. A revolta dos “ricos”...

Bugs: 10 falhas de computadores que causaram muito prejuízo e confusão (Fonte da imagem: Reprodução/OpenSecrets)
Em 1992, a Pepsi contava com uma promoção que quem tirasse a tampinha com o número 349 ganharia um prêmio considerável em dinheiro. No entanto, um problema com as máquinas da empresa resultou em 800 mil tampas com esta numeração nas Filipinas, gerando a mesma quantia de ganhadores. A empresa alegou que não ia entregar a “riqueza”, causando uma revolta de compradores insatisfeitos.

5. Estresse entre os gamers

Há nove anos, os desenvolvedores de World of Warcraft lançaram um novo vírus dentro do game, chamado de “Corrupted Blodd”. Acontece que essa doença “de mentirinha” se espalhou de uma maneira imprevista, contaminando milhares de personagens ao redor do mundo e fazendo com que muita gente morresse inesperadamente e se irritasse com o jogo.

4. Assustando os parentes

Em 2002, nos Estados Unidos, um hospital chamado St. Mary’s Mercy apresentou um problema de programação sério no seu sistema. Devido a isso, 8,5 mil pacientes foram declarados como mortos, com o envio de contas por conta do óbito para os parentes e também o envio de notificações para o governo e empresas. Imagine a confusão que isso gerou ao pessoal que ainda estava vivo...

3. Problemas com radiação

Bugs: 10 falhas de computadores que causaram muito prejuízo e confusãoA máquina defeituosa que acabou levando seis pessoas ao óbito. (Fonte da imagem: Reprodução/1.bp)
Do ano de 1985 até o ano de 1987, os hospitais dos EUA utilizavam uma máquina chamada Therac-25 para o tratamento com radiação contra o câncer. Infelizmente, este modelo apresentava um problema de programação no seu software, expondo os pacientes a uma intensidade de radiação 100 vezes maior do que a recomendada. Por conta disso, 6 pessoas acabaram falecendo.

2. Quase falindo em questão de minutos

Bugs: 10 falhas de computadores que causaram muito prejuízo e confusão (Fonte da imagem: Reprodução/scriptrock)
A empresa Knight Capital Group (ou apenas KCG) trabalha há algum tempo com investimentos. Porém, em 2012, eles quase faliram. Tudo porque um novo software foi comprado para o sistema da companhia, o que gerou milhares de negociações que não poderia ser feitas. Desse modo, em apenas meia hora, a KCG perdeu US$ 440 milhões (mais de R$ 1 bilhão) e ficou em uma situação bastante crítica.

1. Mais simples do que parecia (ainda bem)

Se a Terceira Grande Guerra Mundial acontecesse, muitas vidas seriam perdidas, certo? Pois isso quase aconteceu no ano de 1979. Tudo porque os sistemas de defesa dos EUA identificaram que a antiga União Soviética estava preparando um ataque com mísseis contra o país, de forma que os estadunidenses já estavam para começar um ato de retaliação. No entanto, antes que qualquer coisa de ruim virasse realidade, foi identificado que o caso nada mais era do que um programa de simulação iniciado acidentalmente.

Fontes: YouTube e http://www.tecmundo.com.br/

Parceiro:

Dino Lordelo - Informática
dinolordelo@yahoo.com.br

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ignição a laser substituirá velas nos motores

Velas de ignição darão lugar à ignição a laser

Esta fotografia, com exposição de alguns milissegundos, mostra tanto a fagulha gerada pelo laser quanto a ignição do combustível gerada por ela. [Imagem: USAF]
mais de 150 anos, as conservadoras velas de ignição têm sido as responsáveis pela queima do combustível nos motores de combustão interna, que equipam carros, motos, barcos e uma infinidade de aplicações estacionárias.
Mas parece que finalmente as montadoras estão próximas de viabilizar a substituição das velas de ignição pela ignição a laser, o que permitirá uma queima do combustível mais limpa e mais eficiente e, portanto, veículos mais econômicos.
Ignição a laser
A ideia de substituir a vela por raios laser não é nova. Mas lasers potentes o suficiente para inflamar a mistura ar-combustível de um motor eram grandes demais para caber sob o capô de um automóvel.
A tecnologia requer o uso de lasers pulsados com altas energias. Como acontece com a vela, uma grande quantidade de energia é necessária para produzir a ignição do combustível.
"No passado, lasers que poderiam atender a esses requisitos eram limitados à pesquisa básica, porque eram grandes, ineficientes e instáveis", explica Takunori Taira, do Instituto Nacional de Ciências Naturais, no Japão. "Também não podiam ser localizados longe do motor, porque seus raios poderosos destruiriam quaisquer fibras ópticas que levassem a luz até os cilindros".
Em 2009, engenheiros norte-americanos conseguiram construir uma vela de ignição a laser que funciona em motores a gás, mas o dispositivo ainda não está em fase de desenvolvimento.
Agora, a equipe de Taira desenvolveu um laser de cerâmica que é potente e robusto o suficiente para funcionar próximo ao motor dos carros. O uso da cerâmica também torna o dispositivo barato.
Laser cerâmico
Os lasers prometem menos poluição e maior eficiência de combustível - mas fabricar lasers potentes e pequenos vinha se mostrando uma tarefa difícil até agora.
Para disparar a combustão, o laser deve focalizar a luz com uma potência de cerca de 100 gigawatts por centímetro quadrado, com pulsos curtos de não mais do que 10 milijoules cada um.
A equipe de Taira superou este problema criando lasers de pós cerâmicos.
A equipe aquece o pó até fundi-lo em sólidos opticamente transparentes. incorporando íons metálicos para ajustar suas propriedades.
As cerâmicas são mais fáceis de se ajustar opticamente do que os cristais convencionais. Elas também são muito mais fortes, mais duráveis e termicamente condutoras - isto é importante para que dissipem o calor do motor sem trincar e quebrar.
Laser automotivo
A equipe de Taira construiu seu laser usando dois segmentos de uma liga de ítrio- alumínio-gálio, um deles dopado com neodímio e o outro com cromo.
As duas seções foram coladas para formar um potente laser cerâmico com apenas 9 milímetros de diâmetro e 11 milímetros de comprimento.
O dispositivo gera dois feixes de laser que podem queimar o combustível em dois locais distintos no interior do cilindro ao mesmo tempo. Isso produz uma parede de chamas que cresce mais rápido e mais uniformemente do que uma gerada por um único laser.
O laser não é forte o suficiente para incendiar uma mistura de combustível mais pobre com um único pulso, o que é feito usando vários pulsos de 800 picossegundos cada um, o que injeta no cilindro energia suficiente para inflamar completamente a mistura.
Um motor de automóvel comum exige uma frequência de pulsos de 60 Hz. Os pesquisadores japoneses já testaram seu laser cerâmico automotivo a até 100 Hz.
A equipe também está trabalhando em uma versão de três feixes de laser, que permitirá uma combustão ainda mais rápida e mais uniforme.
Velas de ignição darão lugar à ignição a laserIlustração mostrando a "vela de ignição a laser" (acima) ao lado de uma vela de ignição comum (abaixo). Os cientistas ainda estão desenvolvendo uma vela capaz de emitir três feixes de laser. [Imagem: BBC]

Motores mais limpos
Segundo Taira, as velas de ignição convencionais representam uma barreira para melhorar a economia de combustível e reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), um dos componentes mais danosos da emissão veicular.
As velas de ignição usam altas tensões para gerar faíscas elétricas através de uma abertura entre dois eletrodos de metal. A faísca incendeia a mistura ar-combustível no cilindro do motor, produzindo uma explosão controlada, que força o pistão para baixo, até o fundo do cilindro, gerando a potência necessária para movimentar o veículo.
A redução na emissão dos NOx exige o uso de uma mistura ar-combustível mais pobre - mais ar do que combustível. Isso, contudo, exige tensões ainda mais elevadas nas velas de ignição, o que destrói o metal de que são feitas.
Por outro lado, os lasers, que queimam a mistura ar-combustível com energia óptica concentrada, não têm eletrodos. Por isso eles não se desgastam com a elevação da tensão necessária para viabilizar os motores mais limpos.
Motores mais eficientes
Os lasers também melhoram a eficiência dos motores.
As velas de ignição ficam posicionadas acima do cilindro, e apenas inflamam a mistura ar-combustível próxima a elas. O metal relativamente frio dos eletrodos e as paredes do cilindro absorvem o calor da explosão, atenuando a difusão da chama tão logo ela começa a se expandir.
Já os lasers podem concentrar os seus raios diretamente no centro da mistura. Sem atenuação, a frente da chama se expande mais simetricamente e com uma velocidade até três vezes maior do que a velocidade da chama produzida por velas.
Igualmente importante, salienta o pesquisador, os lasers injetam sua energia em questão de nanossegundos, contra os milissegundos das velas de ignição.
"O timing, a velocidade da combustão, é muito importante. Quanto mais precisa a temporização, mais eficiente será a combustão e maior será a economia de combustível," diz ele.
Engenheiros do MIT, nos Estados Unidos, estão perseguindo uma ideia ainda mais radical: um motor sem velas de ignição.